QUANDO EU CONTAR (IAIÁ) / DEIXA A VIDA ME LEVAR

Serginho Meriti / Beto Sem Braço

Ô, Iaiá
Iaiá, ô, Iaiá
Minha preta não sabe o que eu sei
O que vi nos lugares onde andei
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Quando eu contar, Iaiá, você vai se pasmar
Vi um tipo diferente
Assaltando a gente que é trabalhador
Morando num morro muito perigoso
Onde um tal de Caveira comanda o vapor
Foi aí que o tal garoto
Coitado do broto, encontrou com o Caveira
Tomou-lhe um sacode, caiu na ladeira
Iaiá, minha preta, morreu de bobeira, ô, Iaiá
Iaiá
Minha preta não sabe o que eu sei...
Dei um pulo na macumba, fui saber da quizumba
Bolei na demanda, cantei pra Calunga, baixei a muamba
Saravei a banda, meu corpo fechei
Iaiá, eu fiz tudo certinho
Deitei para o santo, raspei, catulei
Me deixa de lado, cão escomungado
Eu tô abençoado, eu tô dentro da lei, ô, Iaiá
Iaiá
Minha preta não sabe o que eu sei...

Deixa a vida me levar
(Serginho Meriti / Eri do Cais)

Eu já passei
Por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida
Espero ainda a minha vez
Confesso que sou
De origem pobre
Mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez...
E deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu
Só posso levantar
As mãos pro céu
Agradecer e ser fiel
Ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho lá vou eu
Se a coisa não sai
Do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos
Lá vou eu!
E sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...
Deixa a vida me leva
(Vida leva eu!)...

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