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Antes de virar sambista profissional, Zeca Pagodinho trabalhou de carteira assinada no Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). Atuava na função de contínuo com 21 anos e era conhecido como Jessé. “Ele era bem franzino, mas rápido e safo, e resolvia qualquer problema”, afirmou Carlos Henrique Ferreira, conhecido como Shaolin, amigo de trabalho daquela época numa matéria do site do Serpro.

O cantor já dava suas batucadas escondidas com os colegas de empresa. Os funcionários da copa combinavam de tocar na parte da tarde, quando estava mais tranquilo. “Na estreita copa, o pagode teve início com a seguinte formação: Jessé no cavaco; eu, Shaolin, de marcação na geladeira; Carlos Alberto com dois copos de água de plástico e uma caneta fazendo o tamborim; Sinivaldo, com um pandeiro – na verdade, um pano esticado sobre o porta-xícaras da máquina de café; a copeira, com um rodo e pano de chão, era nossa porta-bandeira; e o mestre-sala, se não me engano, era o Luiz, o Charuto”, lembrou Ferreira em entrevista ao site. O grupo acabou sendo surpreendido pelo chefe, que se dirigiu ao Zeca e disse: “Canta esse samba aí que eu gostei”, revelou o sambista.

Nessa época, o cantor já era conhecido nas rodas de samba em que frequentava e em 1981 adotou o nome Zeca Pagodinho, ano em que foi descoberto por Beth Carvalho.

Nesse vídeo, Zeca relembra seus dias de carteira assinada “Eu nunca ia trabalhar, mas quando eu estava de férias, eu ia todos os dias”, lembra ele nesse vídeo inédito e exclusivo para o site! Confira!